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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Cafeína e a saúde

ADAPTADO DE:
ROMEIRO, Sara; DELGADO, Mayumi - A saúde numa Chávena de Café. 
In: Nutricias. Porto., nº 15. (2012). p.20-23.

A diabetes, as doenças cardiovasculares (que são influenciadas pela saúde do fígado e dos rins também) e o exercício influencias negativa e posítivamente, respectivamente, o aparecimento do AVC. Vejam então quais as implicações da cafeína nestas àreas:


Diabetes Mellitus Tipo 2
Aliás, o consumo moderado de café tem efeito benéfico na glicémia e na insulinémia em indivíduos com diabetes Mellitus tipo 2, especiEuropean Food Safety Autho­rity (EFSA) afirma que estes processos fisiológicos são consequência de compostos presentes no café, o ácido clorogénico, os quinídeos e a trigonelina, e da sua capacidade antioxidante. Contudo, estes mecanismos ainda não estão esclarecidos e devidamente comprovados.
ficamente após as refeições. Estes fenómenos encontram explicação no aumento da sensibilidade à insulina, na melhoria da função das células, na diminuição da absorção intestinal da glicose, na libertação em situações de stress de hormonas, com aumento do metabolismo das gorduras. A

Doenças Cardiovasculares e os Níveis de Colesterol Sanguíneo
Tem sido observada uma associação inversa entre o consumo de café e o risco de doenças cardiovasculares. De facto, o consumo moderado de café pode diminuir o risco de doenças cardiovasculares, provavelmente devido à acção antioxidante dos quinídeos e ao aumento das lipoproteínas de alta densidade (HDL). Porém, a cafeína presente no café influencia a tensão arterial causando um pequeno aumento da mesma, sendo assim importante alertar os indivíduos com hipertensão arterial.
Quanto ao colesterol sanguíneo, é sugerido que o café pode aumentar os níveis de colesterol total e colesterol LDL. Este efeito é particularmente relevante no café que não é filtrado, pois os componentes associados à subida do colesterol, ficam na bebida. São exemplos de café não filtrado o café expresso (ou italiano), o tipicamente francês (em cafeteira de pistão ou embolo) e o café turco.

Doenças Hepáticas e a Doença Renal
Estudos comprovam que o café pode reduzir o risco de desenvolver cirrose hepática, em indivíduos com doença hepática, diminuir o risco de cancro do fígado, e atrasar o desenvolvimento de fibrose hepática e cirrose alcoólica. Os mecanismos subjacentes estão a ser investigados, mas a ação anti-inflamatória do café é apontada como efeito benéfico na fibrose associada à hepatite C.
O café favorece o correto funcionamento do aparelho urinário. Como tal, pode influenciar positivamente o funcionamento dos rins, prevenindo o desenvolvimento de pedras na vesicula. O mecanismo responsável engloba as contrações da vesícula biliar, pela cafeína, que podem ser benéficas quando não existe outra patologia presente. No entanto, os efeitos exactos do café na função biliar continuam por confirmar.

Exercício Físico
Considera-se que a cafeína melhora o desempenho, o tempo de reacção, e o processamento mental e visual, pré-requisitos da prática de qualquer modalidade desportiva. Segundo a Autoridade Antidopagem de Portugal, a cafeína é uma substância ergogénica (que melhora o rendimento físico) que não é proibida em momentos de competição.

A cafeína pode afectar a resistência e o desempenho pelo aumento da produção de adrenalina, que estimula a produção de energia e aumenta o fluxo sanguíneo nos músculos e coração. A cafeína pode modular a fadiga, bem como a percepção da dor. 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Vantagens do Azeite

ADAPTADO DE:
RODRIGUES, MARINA; [et al] - Azeite e Saúde. 
In: Nutricias. Porto., nº 15. (2012). p.14-18.





A Alimentação Mediterrânica tradicional baseia-se no consumo de alimentos de origem vegetal, inclusão de pequenas quantidades de alimentos de origem animal (sob a forma de pescado e produtos lácteos), consumo moderado de bebidas alcoólicas (essencialmente vinho tinto, ingerido às refeições) e consumo diário de cerca de 25-50mL de azeite virgem.


No século XX, Keys e colaboradores publicaram um conjunto de trabalhos decorrentes do “Seven Countries Study”, tendo evidenciado uma possível associação entre a Alimentação Mediterrânica e uma menor incidência de doenças crónicas Estes possíveis benefícios têm sido parcialmente atribuídos ao consumo de azeite virgem pelas populações do Mediterrâneo como principal fonte de gordura alimentar, que além de fornecer uma quantidade considerável de ácido oleico, proporciona a ingestão de compostos bioativos. Os constituintes do azeite têm então diferentes ações no nosso organismo:

Atividade Antioxidante:
Os principais componentes que contribuem para os vários benefícios atribuídos ao azeite (ácido oleico, compostos fenólicos e esqualeno), inibem o stress oxidativo. Ao contrário dos ácidos gordos polinsaturados, o ácido oleico é monoinsaturado sendo, por isso, muito menos susceptível à oxidação, explicando-se assim a sua ação antioxidante, alta estabilidade e o seu importante contributo para a longa vida de prateleira do azeite.

Atividade Anti-inflamatória
É reconhecido que várias doenças como o cancro, DCV, artrites e doenças neurodegenerativas se associa com a inflamação crónica. A evidência científica atual sugere que os compostos fenólicos encontrados no azeite virgem possuem uma capacidade anti-inflamatória considerável, sendo por isso capazes de reduzir o risco de desenvolvimento de doenças crónicas inflamatórias.

Atividade Antimicrobiana

Alguns compostos fenólicos do azeite parecem en­cerrar propriedades antimicrobianas que se pensam traduzir na inibição do crescimento de microrganismos, cooperando no tratamento terapêutico de algumas doenças infecciosas, embora a maioria da evidência científica existente provenha de estudos realizados in vitro

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

"Apropósito do pão..."

Adaptado de:
SANCHO, Teresa Sofia - A propósito de pão…. 
In: Nutrícias. Porto., nº nº 5. (Maio 2005). p.17-20. [digital]
[19-10-2013]. http://www.apn.org.pt/xFiles/scContentDeployer_pt/docs/Doc45.pdf


O Homem consome cereais há, pelo menos, 12000
anos. A evolução humana conduziu à produção de pão, já usado no Egipto cerca de 4000 anos antes do nascimento de Cristo. Será ele um alimento funcional?
Segundo diversos peritos, um alimento pode ser reconhecido como funcional se se demonstrar cientificamente que apresenta um ou mais ingredientes específicos com efeito(s) fisiológico(s) benéfico(s)para a saúde, com redução do risco de doenças crónicas, para além da sua função nutritiva básica. O alimento funcional, através dos seus componentes bioactivos, deve poder fazer parte da alimentação comum e ser ingerido nas quantidades em que normalmente é consumido.
O consumo de produtos cerealíferos é indicado, há décadas, como uma estratégia de promoção da saúde e prevenção da doença, como muito bem testemunha a Alimentação Mediterrânea. De facto, existe um conjunto de evidências científicas que demonstram o papel benéfico que os cereais de um modo geral, e o pão em particular, têm na saúde humana.
O pão fornece Hidratos de Carbono complexos, os quais regulam, quer as concentrações de lípidos sanguíneos, através da sua influência na absorção de substâncias gordas do tracto digestivo, quer a volémia, através do seu efeito sobre o sistema endócrino. Uma parte dos Hidratos de Carbono complexos do pão apresenta-se sob a forma de um amido resistente que não sendo digerido no intestino delgado, passa para o intestino grosso. De entre os seus efeitos fisiológicos na saúde humana destacam-se os benefícios a nível do intestino grosso, com a prevenção ou tratamento de doenças do cólon, nomeadamente o cancro.
Todavia, este amido está associado a muitas outras vantagens metabólicas que conferem uma franca redução no risco de doenças crónicas como as cardiovasculares e a diabetes tipo 2, designadamente redução dos níveis sanguíneos de glicose e insulina pós-prandiais, diminuição dos níveis séricos de colesterol total e triglicerídeos, e aumento do colesterol-HDL. Acresce ainda a capacidade de melhorar a sensibilidade à insulina, aumentar a saciedade e reduzir o armazenamento de gordura corporal. O pão pode também ser particularmente importante como veículo de nutrientes ou certos componentes com efeitos funcionais.
Para além das vantagens nutricionais, referidas anteriormente, o pão de mistura de trigo e centeio pode trazer também benefícios funcionais, dado que o pão de centeio conduz à redução do colesterol total devido a mal absorção dos ácidos biliares e colesterol e a uma baixa resposta insulínica pós-prandial, independentemente do seu conteúdo em fibra. De facto, o pão de centeio, tem um índice glicémico(IG) mais baixo do que o de outros tipos de pão.

Assim, o “pão teoricamente ideal”, ou seja, com características de alimento funcional, deveria ser preparado com farinhas provenientes duma mistura de cereais (trigo, centeio e aveia), com pouco sal, levedado com massa velha adicionada de fermento derivado da fibra e cozido num forno a temperatura moderadamente baixa! 



quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Água

  • Beber 1,5 a 2L por dia
  • Beber pequenas quantidades de cada vez e várias vezes ao dia (antecipe a sensação de sede).
  • Estar atento a sinais associados a desidratação, aumentando a ingestão de líquidos nestas situações:
    • sede, 
    • urina com cheiro e cor intensa, 
    • cansaço, 
    • dor de cabeça,
    • perda de atenção e de capacidade de concentração;
  • Ter especial cuidado com a hidratação das crianças e idosos.
  • Fontes de hidratação alternativas à água: leite, sumos e néctares, chá, infusões ou alimentos ricos em água (sopas, saladas, fruta).

Ingestão recomendada de água proveniente de bebidas (Litro / dia)
Fase do ciclo de vida
Sexo feminino
Sexo masculino
Crianças (2 a 3 anos)
1,0
1,0
Crianças (4 a 8 anos)
1,2
1,2
Crianças (9 a 13 anos)
1,4
1,6
Adolescentes e Adultos
1,5
1,9
Fonte: Instituto Hidratação e Saúde (2008)

Atenção: As necessidades poderão aumentar em determinadas circunstâncias (ex: temperatura ambiente elevada)

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Dicas para controlar a porção dos alimentos

Escolher pratos mais pequenos
Quanto maior for o prato, maior a quantidade de alimentos que nele cabem. Sem se aperceber, irá consumir mais alimentos do que necessita.

Evitar repetir o prato
Sirva-se uma única vez e construa uma refeição variada e com a quantidade adequada.

Organizar e subdividir o prato:


Comer devagar
Se comer muito depressa, irá ingerir mais alimentos do que precisa. Até atingir a sensação de saciedade, são necessários cerca de 20 minutos.

Servir e arrumar a embalagem
Ao comer diretamente da embalagem perde a noção da quantidade que está a consumir. Sirva a quantidade pretendida e volte a arrumar a embalagem.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Alimentação saudável dentro e fora de casa


No festival Caixa Alfama, uma das vertentes dos rastreios de saúde era a promoção de uma alimentação saudável dentro e fora de casa. Assim, aqui ficam alguns dos conselhos que a nossa nutricionista recomenda:


- Informação nutricional
Se disponível, consultando a informação nutricional dos vários alimentos, opte por determinado prato face a outro mais calórico e menos nutritivo.

- Entradas:
Enquanto espera pela refeição, evite as entradas e os aperitivos. Se tem muita fome, peça uma sopa de legumes ou salada (mais ricas em nutrientes e menos calóricas comparativamente as tradicionais entradas).

- Controlar a quantidade de alimentos ingerida: 
A maioria dos pratos servidos apresenta porções excessivas de alimentos. Se assim for, divida a sua refeição com outra pessoa ou peça para levar o resto para casa.

- O que comer? 
Opte por carnes brancas (aves) ou peixe (retire sempre as peles e gorduras visíveis), acompanhe sempre com legumes/salada e não exceda ¼ do prato com arroz/massa/batata.

- Molhos: 
Se a sua comida vem acompanhada com molhos, peça-os à parte. Assim, evita a sua ingestão ou, pelo menos, reduz a quantidade ingerida.

- Bebida
Os refrigerantes e as bebidas alcoólicas são muito calóricos e ricos em açúcar. Opte pela água ou, se beber vinho, pelo vinho tinto (elevado teor em antioxidantes).

- Sobremesas: 
Evite as sobremesas, especialmente bolos e outros doces com cremes (poderá dividir a sua sobremesa com outra pessoa). Opte, por exemplo, por uma gelatina ou uma peça de fruta.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Comer bem dentro e fora de casa

      Em situações de convívio social e festivais, os hábitos alimentares podem caracterizar-se, parcialmente, pelo consumo irregular ou omissão de refeições (muitas vezes realizadas em locais de refeições rápidas), pela escolha de alimentos menos saudáveis e pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Para além das conhecidas consequências para a saúde que estas escolhas poderão acarretar, o sentimento de culpa que se segue, grandemente associado a questões estéticas, é também motivo de preocupação para os profissionais de saúde visto que, poderão ser aplicadas medidas compensatórias.
       A prática de dietas de alto risco é uma estratégia comum, acarretando riscos de má nutrição e de ocorrência de distúrbios alimentares; esta é uma situação comumente verificada em populações jovens e adultas, pelo que deve ser motivo de preocupação. Cabe aos profissionais de saúde mostrar que é possível associar divertimento a escolhas alimentares saudáveis; é apenas necessário aprender a escolher ou moderar o consumo de determinados tipos de alimentos.
    Assim, aqui ficam algumas dicas para uma melhor gestão das escolhas alimentares durante um festival:
  • Tomar sempre um bom pequeno-almoço. Ainda que em dia de festa, não salte refeições.
  • Comer várias vezes ao longo do dia (ex: uma peça de fruta, meia sandes): ajuda a que não se atinja uma sensação de fome excessiva.
  • Diversificar. Sempre que possível, experimentar novos alimentos e pratos diferentes.
  • Em todas as refeições, não esquecer os legumes e a fruta. Iniciar as principais refeições com uma sopa de legumes (ex: caldo verde). Se optar por sandes/pizza/hambúrguer, procure os que têm alface, tomate ou outros vegetais.
  • Controlar a quantidade. Não comer mais do que o necessário para responder com eficácia às atividades;
  • Evitar os enchidos e salgados. Para além da grande quantidade de sal, são também muito ricos em gorduras saturadas e colesterol, altamente prejudicais a nível cardiovascular;
  • A água deve ser a principal bebida do dia. Ao contrário das bebidas alcoólicas e dos refrigerantes, a água permite uma hidratação correta e sem excesso calórico.
  • Alimentos grelhados. Optar por peixe ou carnes mais magras (frango, peru, febra de porco). Retirar sempre a pele, gorduras visíveis e partes carbonizadas;
  • Evitar os molhos e os alimentos fritos Se a comida vem acompanhada com molhos, peça-os à parte para que possa reduzir a quantidade ingerida.
Nota: Parte dos conselhos anteriormente descritos são adaptados de DGS (2013).

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Chocolate negro e cacau em pó

Estudos em revistas científicas de prestígio falam dos benefícios do chocolate e do chocolate em pó com ≥ 60 % de cacau. Estes são derivados a partir de grãos que contêm quantidades substanciais de antioxidantes naturais chamados flavonoides, nomeadamente de procyanidin.
Os antioxidantes ajudam a prevenir o cancro, as doenças cardíacas entre outras. Contudo, segundo estudo da universidade University of Michigan Integrative Medicine é fundamental ter a noção de que tudo em que é em excesso faz mal. E o chocolate possui, para além de antioxidantes:
  • Quantidades apreciáveis de cafeína - os indivíduos que são sensíveis à cafeína devem estar cientes disso quando consideram a adição de chocolate na sua dieta.
  • Oxalatos – o seu aumento na excreção urinária aumenta o risco de formação de pedra nos rins. Como resultado, os indivíduos com maior propensão para este problema, devem ter atenção, entre outras coisas, à quantidade de cacau ingerido.
  • Uma substância química natural, tiramina -pensa-se que esta desencadeie enxaquecas, embora os dados são inconclusivos. Porem é importante saber que nem todos os indivíduos que sofrem de enxaquecas são sensíveis à tiramina.




Outro aspeto importante: sabe-se que ao juntar cacau ao leite, torna os antioxidantes indisponíveis. Como tal, para obter os benefícios dos antioxidantes, evitar beber leite com chocolate de cacau ou cacau em pó.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Vitaminas (continuação)



Dando continuidade ao tema da semana passada hoje vamos falar de mais algumas vitaminas, das suas funções e respectivas fontes.





As vitaminas, funções e fontes: Parte 2
Vitaminas
Função
Fonte
B2 ou riboflavina
Contribui para o bom estado das mucosas, da visão e acelera a cicatrização.
Leite e derivados, cereais, verduras, fígado.
B3 ou niacina ou vit. PP
Participa no metabolismo dos hidratos de carbono e das proteínas. É essencial na obtenção de energia.
Carnes, peixes, amendoins, ovos, leite e derivados, leguminosas como a lentilha, feijão.
B5 ou ác. pantoténico
Ajuda a transformar os nutrientes em energia e é importante para o funcionamento do cérebro.
Carne, peixe, leite e derivados, gema de ovo, frutos secos, fígado, rim.
B6 ou piridoxina
Participa no metabolismo das proteínas e dos glóbulos vermelhos (células do sangue).
Carne, ovos, leite, fígado, rim, peixe, feijão, lentilha, banana.
B8 ou biotina ou vit. H
Auxilia na digestão de gorduras e participa de várias reações com a vitamina B5.
Existe na maior parte dos alimentos.
B9 ou ác. fólico
Fundamental na divisão celular, especialmente nas células do sangue. Atua no metabolismo do DNA.
Frutas, fígado, cereais, verduras cruas, fígado, leguminosas secas.

B12 ou cobalamina
Ajuda a formar as células vermelhas do sangue e as moléculas de DNA.
Carne, peixe gordo, queijo, fígado de vitela, rim, ostras,   mexilhão, coelho.

Fonte: Médart, Jacques: GUIA PRÁTICO CLIMEPSI da NUTRIÇÃO, Climepsi editores 2007.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

As vitaminas

As vitaminas são fundamentais para o bom funcionamento do nosso organismo, regulando as suas funções, contribuindo para o fortalecimento do sistema imunitário.
O organismo precisa de quantidades muito pequenas de vitaminas para realizar as suas funções vitais, o que não significa que elas sejam dispensáveis. Basta ter uma alimentação equilibrada para conseguir uma quantidade adequada de todas as vitaminas.
Quando nossa alimentação está desequilibrada, facilmente apresentamos carências de micronutrientes (tanto de vitaminas quanto de minerais). Isto pode acontecer porque o organismo humano não possui a capacidade de fazer grandes reservas de micronutrientes. Assim é importante saber onde as podemos encontrar e quais as suas principais funções:

As vitaminas, funções e fontes: Parte 1
Vitaminas
Funções
Fontes
A ou Retinol
É responsável pela adaptação da visão ao escuro; protege a pele e mucosas; Fundamental para o funcionamento dos órgãos reprodutores.
Gordura do leite, fígado, gema do ovo, manteiga, vegeta verdes escuros (como brócolos, couve), legumes alaranjados (abobora, cenoura).
D ou calciferol

Controla a absorção do cálcio e do fosforo; regula a formação e reconstituição dos ossos e dentes.
Leite, fígado, gema do ovo, peixe (sardinha, cavala). A pessoa deve ficar exposta ao sol para que haja produção da vitamina no organismo.
E ou tocoferol
Contribui para o bom estado dos tecidos; auxilia na digestão das gorduras; atua como antioxidante.
Óleos vegetais, vegeta verdes escuros (como o espinafre), gordura do leite, gema do ovo, gérmen de trigo, frutos secos (nozes e amendoins).
K ou filoquinona
É fundamental para a coagulação sanguínea e participa no metabolismo dos minerais, como o cálcio e o ferro.
Fígado, vegetais verdes, óleo vegetal. Também é produzida pelas bactérias do intestino.
C ou ác. ascórbico
Auxilia na absorção do ferro; participa na formação do colagénio e no processo de cicatrização; fortalece o sistema imunitário contra certas doenças como a gripe.
Limão, laranja, abacaxi, Kiwi, morango, groselha, pimento, frutos vermelhos, batata, verduras.
B1 ou tiamina
Importante para o funcionamento dos músculos e cérebro.
Carne de porco, peixe, leite e derivados, cereais, fígado, rim, ovos, batata.

Para a semana continua…

Fonte: Médart, Jacques: GUIA PRÁTICO CLIMEPSI da NUTRIÇÃO, Climepsi editores 2007.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Adoçantes

Os adoçantes ou edulcorantes, vulgarmente denominados adoçantes são os substitutos do açúcar, frequentemente utilizados na indústria alimentar. O seu sabor praticamente não é modificado durante a confeção. Estes possuem um poder adoçante igual ou inferior ao açúcar. Apesar de serem menos calóricos que o açúcar, devido à sua assimilação intestinal incompleta, as suas capacidades energéticas, variam entre 1,5 e 3 Kcal por grama.
A sua transformação no organismo é essencialmente a nível hepático, o que leva a uma transformação lenta da glicose, o mais importante açúcar para nosso organismo. O seu consumo em excesso pode provocar diarreia e gases. Uma vantagem em relação ao açúcar branco, o mais utilizado, é que estes diminuem o número de caries.
Os edulcorantes mais utilizados na área alimentar são o sorbitol (E 420), o xilitol (E 967), o maltitol (E 965), o manitol ( E 421) e o isomalt (E 953).

Mas Atenção!
É preferível optar pelo açúcar que é natural, tendo em atenção as quantidades. Já pensou na quantidade de açúcar que ingere?
Se beber três cafés por dia e se colocar um pacote de açúcar (6 a 7 gr) em cada café, ao fim de o mês ingere 630 gr de açucar, mais de meio Kilo!


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A importância das fibras

Ao falarmos de alimentação saudável, devemos referir a importância da ingestão diária de fibras vegetais. A fibra vegetal é celulósica e está presente nos alimentos vegetais (frutas, cereais e verduras). Não é digestível, mas é fundamental ao nosso processo digestivo. A fibra lubrifica o intestino, favorece e acelera a digestão e ajuda na eliminação de gorduras e líquidos.

Benefícios do consumo de fibra: 
  • Diminui o risco de cancro do cólon, de doenças coronárias, da apendicite e da obesidade;
  • Aumenta a saciedade e reduz a fome; 
  • Reduz o risco doenças no estomago e intestino, de cálculos biliares, varizes e apendicite;
  • Reduz a quantidade de gordura assimilada pelo organismo; 
  • Evita a obstipação; 
  • Absorve toxinas.


Alimentos ricos em fibra:
  • Fruta (de preferência com casca);
  • Verduras; 
  • Legumes; 
  • Leguminosas;
  • Batatas com casca; 
  • Flocos de aveia;
  • Cereais ricos em farelo; 
  • Nozes.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A fruta ao lanche e sensação de fome

Já se apercebeu que quando come uma peça de fruta ao lanche, fica com fome? Esta situação deve-se ao facto da fruta ter na sua constituição um açúcar (frutose) que vai ser assimilado/absorvido muito rapidamente pelo nosso organismo.
Assim sendo, nas refeições intermédias, é fundamental ingerir a peça de fruta juntamente com uma bolacha rica em fibra ou uma tosta integral, pois vão atrasar a absorção dos açúcares da fruta. Desta forma, a digestão fica mais lenta e temos a sensação de estômago cheio por mais tempo, o que contribui para o controlo de nosso peso.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

A Importância do alho

        Já datado de 1500 a.c., um papiro médico egípcio, El Codex Elsers, enumerava 22 receitas de alho para diversos males. Na Rússia o alho é conhecido como a penicilina russa. Plínio, administrador e naturalista romano do século I, recomendava que se tomasse alho para sessenta e um males.
         Na China, na província de Chaneska, alguns médicos sem dinheiro para obterem ampitericina, um antibiótico. Administraram alho a 16 pacientes com meningite criptocócica, 11 sobreviveram. Esta infecção penetra na espinhal medula e no cérebro e muitos antibióticos não conseguem combater a bactéria.
      O dr. Eric Block, da Universidade Estadual de Nova Iorque, descobriu uma substancia química no alho, a que chamou ajoeno, que intervém no processo de coagulação com muita eficácia. Um médico de Nova Iorque comparou os resultados de cinquenta e cinco tipos de tratamentos para a tuberculose e descobriu que o alho era o melhor.
     Sendo assim, o alho ajuda a combater infecções, dilui o sangue, melhora a circulação, hemorróidas, varizes, infecções gastrointestinais, colite, oxiúros (lombrigas), artrite, asma e arteriosclerose, reduz o colesterol, baixa a tensão arterial, estimula o sistema imunitário, evita e acalma a bronquite crónica e atua como expectorante, facilita a digestão,

        Contudo, ao ser cozinhado perde cerca de 90% da sua capacidade microbicida e medicinal. A melhor maneira de o consumir é como condimento! Faz com que o sabor dos alimentos se torne ligeiramente picante, não perdendo as suas propriedades.



Fonte: MORALES, Alberto R.- Frutoterapia nutrição e saúde. 1.ª ed. (sl): A esfera dos livros, 2006.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Está em dieta e que comer um doce?

Se está a seguir um regime alimentar de emagrecimento, existe uma boa alternativa para quando lhe apetece comer algo mais doce. É simples: basta adicionar sumo de fruta natural a folhas de gelatina vegetal (alga ágar-ágar) dissolvidas em água. Esta gelatina irá conter apenas o açúcar da fruta e não tem corantes nem conservantes.


Para além disso, o ágar possui várias propriedades medicinais:
  • Regula o funcionamento do intestino, prevenindo prisões de ventre e infecções nessa área;
  • Atua como um excelente desintoxicante;
  • Aumenta a elasticidade da pele;
  • Melhora a textura da pele, deixando-a mais lisa e macia, evitando rugas e acne;
  • Fortalece as unhas e o cabelo;
  • Ajuda a emagrecer pois modera o apetite, cria uma sensação de saciedade, o que faz com que a pessoa sinta menos fome.

Fonte: Benefícios da alga Ágar-ágar: http://www.remedio-caseiro.com/beneficios-da-alga-agar-agar/

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Unidade Móvel Juvenil - Obesidade

Segundo a Comissão Europeia, Portugal é um dos países na Europa com maior número de crianças com excesso de peso. Referem que cerca de 32% das crianças entre os 6 e os 8 anos tem excesso de peso e 14% são obesas. Estes resultados são também apoiados pelos resultados referentes a 2008/2009 do COSI/OMS e da Sociedade portuguesa para o Estudo da Obesidade. Os dados mais recentes de 2009/2010 do Estudo Health behaviour in school-aged children (HBSC) da OMS estão representados no gráfico seguinte.

Percentagem de crianças em Portugal com excesso de peso ou obesidade por idade e sexo


Um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e DGS revelou que cerca de 90% das crianças portuguesas come doces, bebe refrigerantes, pelo menos quatro vezes por semana. Também mencionaram que 60% das crianças vão para a escola de carro e apenas 40% realizam atividade física.
Para tentar combater estas percentagens é necessário sensibilizar as crianças para a problemática da obesidade, salientando a importância de uma alimentação saudável e a prática do exercício físico. A equipa de nutrição da SMP desempenha aqui um papel fundamental.



Bibliografia:
RÊGO, Carla e CARVALHO, Davide – Nota introdutória da tradução do artigo: evaluation of overweight/obese child – Practical tips for the pramary health care provider: recommendations from the childhood obesity task force of the european association for the study os obesity. In: Obesity Facts (traduzida por Nestlé nutrition Institute). Freiburg. nº 3 (2010). P.131-137.
edited by Candace Currie ... [et al.].Social determinants of health and well-being among young people HEAL TH BEHAVIOUR IN SCHOOL-AG ED CHILD REN (HBSC) STUDY : INTERNATIONAL REPORT FROM THE 2009/2010 SURVEY ISBN 978 92 890 1423 6. Consultado dia 17-09-2012
MACHADO, Maria do Ceu; COUCEIRO, Maria Isabel Alves, Maria Luisa - Saúde Infantil e Juvenil em Portugal: indicadores do plano nacional de saúde. [on-line]. In: Acta Pediátrica Portuguesa. Lisboa. Vol. 42, nº 5. (2011). p.195-204. [15-10-2012]. http://www.spp.pt/Userfiles/File/App/Artigos/30/20120206114435_art_original_machadomc_42.pdf
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