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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Desenvolvimento motor das crianças

Todas as crianças são diferentes a todos os níveis, um deles é o desenvolvimento motor, fundamental para uma vida adulta saúdável. Contudo, este desenvolvimento pode ser causador de stress nos país, principalmente os de "primeira viagem".

"Mas ele não devia já sentar-se? 
A filha da minha vizinha aos 6 meses já andava com ajuda e o meu filho não anda, é normal?"

Estas são algumas dúvidas frequentes e normais em muitos país. Como já foi dito todas as crianças são diferentes e cada uma tem o seu ritmo de desenvolvimento emocional, mental e físico. A Organização mundial de Saúde realizou em 2006, promoveu um estudo em população de 3 níveis diferentes socioeconómicos para se perceber mais acerta de 6 dos principais marcos do desenvolvimento motor. De seguida encontra-se o gráfico representativo das conclusões retiradas deste estudo.
TRADUÇÃO: Título: Janelas de tempo dos 6 importantes marcos de desenvolvimento motor; Gráfico (de cima para baixo) Andar sozinho, Estar de pé sozinho, Andar com assistência, gatinhar com as mãos e joelhos, estar de pé com assistência, sentar-se sem suporte..


Como se pode ver no gráfico, existem quadros azuis e traços vermelhos, os primeiro representa o período de tempo em que  estes marcos devem acontecer, como por exemplo: "sentar sem suporte" é um marco que deve acontecer entre perto dos 4 meses e um pouco depois dos 9; "gatinhar" deve acontecer entre os 5 meses e perto dos 14 meses, "andar sozinho" deve acontecer perto dos 8 meses e depois dos 17 meses. Os traços vermelhos indicam as margens aceitáveis.
Olhando para este gráfico os pais podem melhor compreender o crescimento dos seus filhos com menos ansiedade relativamente a cada capacidade que vão atingindo.


Bibliografia: Acta Paediatrica Supplement 2006;450:86-95

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Quando começar e como fazer a higiene oral nas crianças?

ADAPTADO de :
Ordem dos Médicos Dentistas - "Saúde oral em crianças"

A higiene oral é um cuidado preventivo muito importante para a saúde dos nossos dentes e gengivas. Para além da escovagem dos dentes, inclui também o uso do fio dentário. Mas quando começar esta prática nas crianças? E como a fazer? As características da escovagem dos dentes numa criança estão dependentes de vários factores, mas essencialmente da idade da mesma. Assim, de acordo com as normas da Direcção Geral da Saúde:

  • 0-3 Anos: escovagem realizada pelos pais a partir da erupção do primeiro dente, 2x/dia (uma obrigatoriamente ao deitar), utilizando uma gaze, dedeira ou escova macia de tamanho adequado.
  • 3-6 Anos: escovagem realizada progressivamente pela criança, devidamente supervisionada e auxiliada, 2x/dia (uma das quais obrigatoriamente ao deitar), utilizando escova macia de tamanho adequado. A quantidade de dentífrico fluoretado (1000-1500 ppm) deverá ser semelhante ao tamanho da unha do dedo mindinho da criança.
  • >6 Anos: escovagem realizada pela criança, devidamente supervisionada e auxiliada caso não possua destreza manual suficiente, 2x/dia (uma das quais obrigatoriamente ao deitar), utilizando escova macia (ou em alternativa média). A quantidade de dentífrico fluoretado (1000-1500 ppm) deverá ser do tamanho de uma pequena ervilha ou até 1cm de dentífrico.
A utilização do fio/ fita dentária complementa a escovagem, limpando o os espaços interdentários e deve ser iniciada logo que possível. Acredita-se que por volta dos 8-10 anos a criança começa a ter a destreza manual e autonomia necessárias.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Vacinas

Numa altura do ano em que muito se fala sobre vacinas, principalmente a da gripe é que maioritariamente administrada em idoso, é também importante relembrar as vacinas que estão preconizadas que sejam administradas aos mais novos.

As vacinas são um meio eficaz na prevenção de doenças para cada pessoa e para toda a comunidade. Se grande parte da população estiver vacinada interrompe-se a transmissão da doença. Uma vacina é um tipo de substância, que pode ter por base um vírus ou uma bactéria causadores de uma ou mais doenças, que ao ser introduzida no corpo da pessoa vai criar imunidade a essa/s doença/s.
A imunidade desenvolve-se a partir da produção de anticorpos que combatem os agentes infecciosos presentes na vacina. Porém, muitas vezes não basta apenas uma dose da vacina para ficar imunizado, havendo até situações em que é necessário fazer doses de reforço para continuar protegido.

Em Portugal as vacinas consideradas mais importantes para a população portuguesa estão organizadas no plano nacional de vacinação que é da responsabilidade do Ministério da Saúde. Importa acrescentar que as vacinas nele previstas são gratuitas mas não são obrigatórias. Sendo que este plano pode sofrer alterações de ano para ano.

Plano Nacional de vacinação recomendado 2012




quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Saúde Sexual

É na adolescência que se sucedem diversas transformações, todas elas de forma simultânea, quer ao nível biológico, psicossocial, moral e sexual. Na atual sociedade, subjugada às mais variadas imposições e mudanças, muitos dos seus valores vão sofrendo modificações, o que acarreta incertezas e dúvidas nos adolescentes. 1 e 2
Transformações na figura corporal são uma inquietação para o adolescente, experienciada por vezes com ansiedade. Conhecendo a importância sociocultural atribuída à imagem corporal, o adolescente é confrontado com a existência de padrões de beleza e habilidades corporais socialmente estereotipados. Deste modo, é relevante que haja uma aceitação positiva e incondicional do próprio corpo, para que no seu grupo de pares o adolescente não se sinta desajustado e sujeito a pressões e/ou constrangimentos. 8 e 9
A sexualidade é uma vertente básica na vida humana, que envolve ainda dimensões fisiológicas, psicológicas, sociais, culturais e espirituais. Segundo Pacheco (2010), o despertar para a sexualidade é hoje cada vez mais precoce. Esta prematuridade, muitas vezes irrefletida, da vida sexual aliada aos riscos e à sua vulnerabilidade podem ter efeitos indesejáveis e graves para a saúde. Relativamente à população portuguesa, “está estimado que ¼ dos adolescentes irá ter doenças sexualmente transmissíveis antes de chegar à universidade” (ALMEIDA; 2007). 1 e 2

A sexualidade do adolescente pode ser vivida de forma saudável, mas é pertinente que estes estejam devidamente informados, esclarecidos e conscientes de todos os aspetos relacionados, nomeadamente as alterações biofisiológicas, as consequências da atividade sexual e as principais medidas de proteção. É nesta medida que a intervenção do enfermeiro tem um papel imprescindível na educação para a saúde, no acolhimento e intervenção perante os adolescentes, de modo a prepara-los para uma vivência da sua sexualidade de forma mais informada e conscienciosa. 1 e 2


1- PACHECO, Ana Paula; MOTA, Isabel; CLEMENTE, Pilar - Sexualidade, adolescência e Saúde. [On-line]. In: Impressa regional - OE sessão regional dos Açores. Açores. (26-09-2012). [17-09-2012]. http://www.ordemenfermeiros.pt/sites/acores/artigospublicadoimpressalocal/Paginas/%E2%80
2- ALMEIDA, Assunção Dores Laranjeira de; SILVA, Carlos Fernandes da; CUNHA, Gabriel Saraiva da - Os conhecimentos, atitudes e comportamentos sobre SIDA dos adolescentes portugueses do meio urbano e não-urbano. [Digital]. In: Escola de Enfermagem USP . [s.l.]. Vol. 41, nº 2. (2007). p.180-186. [18-09-2012]. http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v41n2/01.pdf

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Porque é importante investir na prevenção da Anorexia e Bulimia?


Segundo o DSM-IV (Diagnostic And Statistical Manual Of Mental Disorders (Manual de diagnostico e estatística de doenças mentais) estima-se uma prevalência da anorexia nervosa entre 0,5 a 1%, sendo que mais de 90% dos casos surge em mulheres no final da adolescência e jovens adultas. Um estudo feito à população escolar portuguesa entre os 13 e os 18 anos refere que a prevalência da anorexia nervosa em Portugal é comparável aos dados de outros países ocidentais (Machado, et al., 2003). Sabe-se também que a taxa de incidência no grupo de maior risco (dos 15 aos 24 anos) tem aumentado ao longo dos últimos 50 anos. 1 e 2
A prevalência da bulimia nervosa em adolescentes ou mulheres jovens da população em geral, apresenta valores entre 1% e 3%. Contudo, os estudos referem que estes valores podem ser inferiores à realidade, uma vez que os indivíduos com estes distúrbios alimentares se recusam a participar nos estudos epidemiológicos. (Fairburn, Hay & Welch, 1993; Hoek, 1995; DSM IV, 1995). 2
Assim, é fundamental intervir para que estes casos sejam detetados e outros sejam prevenidos, já que a curto e longo prazo são problemas associados a outro, a depressão.

1 - MACHADO, Paulo; [et al] - Perturbações Alimentares em Portugal: Padrões de Utilização dos Serviços. Revista de informação e divulgação científica do NDCA v o l u m e 1 • n ú m e r o 1 • j a n e i r o _ m a r ç o , 2 0 0 4  http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/2938/1/
Perturba%25C3%25A7%25C3%25B5es%2520Alimentares%2520em%2520Portugal.pdf 14-09-2012
2. - Análise Psicológica (2007), 4 (XXV): 559-569 - Prevalência das doenças do comportamento alimentar. MARIA DOS ANJOS DIXE http://www.scielo.gpeari.mctes.pt/pdf/aps/v25n4/v25n4a02.pdf - 14-09-2012

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Conheça melhor a Unidade Móvel Juvenil

Através da reportagem da RTP1 para o programa Portugal em Direto é possível ficar a conhecer um pouco melhor o trabalho desenvolvido pela Unidade Móvel Juvenil. Na continuidade da publicação de dia 11 de setembro, são também apresentados os resultados do trabalho dos últimos meses e que já refletem em parte a situação de saúde das crianças de Lisboa.


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Rastreio auditivo

O rastreio auditivo pode ser realizado através de vários testes. Contudo, para as ações da Unidade Móvel Juvenil optou-se pelo teste logométrico “clássico”. Este teste baseia-se na análise de grau de compreensão do que a criança/jovem ouve, através da identificação de palavras monossilábicas, dissilábicas ou polissilábicas. Para a realização deste teste é utilizada uma lista de palavras foneticamente idênticas, previamente escolhida.
O local para a aplicação do teste deve ter pelo menos 3 metros em linha reta entre a criança/jovem e o ponto de leitura. A criança deve estar de frente para esse ponto. Neste caso, o enfermeiro ao efetuar o rastreio deve colocar a folha com a lista de palavras em frente à boca, de forma a não permitir que a criança/jovem faça leitura labial.
Posteriormente, são lidas as listas de palavras, respetivamente, para os 2 ouvidos, para o ouvido direito e para o ouvido esquerdo. A leitura deve ser feita num timbre claro e num volume normal. À medida que são lidas as palavras, é pedido que a criança/jovem as repita para se perceber qual o seu grau de compreensão das mesmas.
Se forem detetadas 2 ou mais falhas de compreensão relativas à audição bilateral ou unilateral, deve proceder-se ao encaminhamento.

FONTE:
PARECER N.º 248 / 2010 do Conselho de Enfermagem da Ordem dos Enfermeiros

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Rastreios a crianças e jovens

A unidade móvel juvenil esteve nos últimos meses a realizar rastreios a crianças e jovens, principalmente em bairros sociais. Na passada 5ª e 6ª feira a Saúde Mais Próxima esteve a realizar rastreios no Largo Trindade Coelho principalmente para filhos de colaboradores da SCML, aproveitando para mostrar os dados obtidos.

Veja aqui as acções que temos vindo a desenvolver!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Violência escolar e Bullying

Bullying é um termo criando por Dan Olweus e é a afirmação de poder interpessoal através da agressão, que pode ser física, verbal ou virtual (cyberbullying), com intensões hostis. É uma pressão social que pode causar traumas presentes até à vida adulta. São ações normalmente levadas a cabo por agressores com mais poder e/ou força que a vitima, e há medida que se repete os bullies ganham mais poder, e as vitimas perdem. As vítimas são acusadas, pelo agressor, de serem as responsáveis pelo que aconteceu. 1 e 2
A escola é um dos contextos onde (devido à dificuldade dos adultos vigiarem os comportamentos de um grande número de crianças no mesmo espaço) existem mais ocorrências de bullying. Este é um problema que passa muitas vezes despercebido aos encarregados de educação, pais e professores. Só quando as vítimas começam a demonstrar os problemas associados (depressão, ansiedade, fobia de ir à escola e baixo rendimento escolar) é que este problema é detetado. Os bullies tem também comportamentos de risco e problemas de saúde associados como: consumo excessivo de álcool e tabaco; má relação com os pais e a escola; no futuro podem ser mais facilmente delinquentes. 1 e 2
Segundo o relatório da UNICEF sobre os comportamentos de saúde em crianças em idade escolar, as raparigas que dizem ter sido alvo de bullying na escola pelo menos duas vezes nos últimos meses são 12%, 13% e 10% respetivamente para os 11, 13 e 15 anos. Já os rapazes com as mesmas idades são 20%, 19% e 13%, respetivamente. Estes valores deixam-nos perto do topo da tabela comparativamente aos restantes países do estudo (países europeus e pais desenvolvidos do resto do mundo). 1
Neste sentido, este é um dos problemas, onde, a longo prazo, a UM juvenil quer tentar intervir, sempre que identificada uma situações destas.

1. edited by Candace Currie ... [et al.].Social determinants of health and well-being among young people HEAL TH BEHAVIOUR IN SCHOOL-AG ED CHILD REN (HBSC) STUDY : INTERNATIONAL REPORT FROM THE 2009/2010 SURVEY ISBN 978 92 890 1423 6. Consultado dia 17-09-2012

2. PAIAS, Tania; ALMEIDA, Ana - Esteja atento ao Bullying Escolar. [Digital]. In Psicologia Actual. [s.l.]., nº nº4. (Junho 2006). [17-09-2012]. http://www.portalbullying.com.pt/artigos_semanais/

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Prevenção de acidentes - principais recomendações

Dando continuidade ao tema da semana passada. Hoje vamos abordar os principais cuidados a ter para evitar acidentes.

Primeiro que tudo, dê o exemplo! As crianças imitam os adultos.

Contudo, se necessário explique que há ações que são permitidas apenas aos adultos por estes serem mais capazes, responsáveis e por ser mais seguro. Assim, para além de as proibir de fazer isto ou aquilo, aproveite para lhes incutir a noção do que é perigoso. Qualquer que seja a idade é importante ensinar e explicar também quais os riscos das suas ações.




Cuidados a tomar:
  • Não tome, nem dê medicamentos sem prescrição ou orientação médica;
  • Não deixe os medicamentos ao alcance das crianças e, de preferência, não os tome à frente delas, pois estas tendem a imitá-lo;
  • Não use remédios cujo prazo de validade já expirou ou cujas embalagens estão deterioradas. Junte-os e entregue-os na farmácia mais próxima.
  • Se tem crianças que estão na fase de gatinhar/começar a andar, não se esqueça de fechar as proteções dos acessos às escadas depois de passar. Um portão mal fechado é como se não existisse.
  • Nunca deixe a criança sozinha perto de uma piscina ou na piscina, mesmo que esta seja própria para ela. Nem por 1 minuto!;
  • Coloque braçadeiras ou coletes às crianças que não sabem nadar, mesmo quando elas estão a brincar ao pé da piscina. Se escorregarem e caírem para dentro da água estarão mais protegidas;
  • Se tem piscina em casa, coloque uma vedação ou tela de proteção à volta, de forma a impedir que a criança tenha acesso à água.
  • Não deixe crianças sozinhas na cozinha;
  • Guarde facas e objetos cortantes em locais pouco acessíveis;
  • Não deixe tachos e panelas ao lume sem ninguém na cozinha.
  • Tenha especial cuidado com líquidos quentes, como sopa ou água a ferver;
  • Vire os cabos das frigideiras para o interior do fogão, para evitar que as crianças tentem pegar-lhes;
  • Guarde bem os fósforos, pois as crianças não têm medo do fogo e certas brincadeiras podem provocar incêndios;
  • Guarde produtos de limpeza e outros produtos tóxicos em locais inacessíveis a crianças e a animais;
  • Nunca coloque detergentes, lixívia, insecticidas ou pesticidas em garrafas de água de plástico já usadas, porque as crianças podem ingerir o produto pensando ser água;
  • Instale protetores adequados em todas as tomadas da casa, para evitar choques elétricos;
  • Nunca deixe o ferro ligado com o fio desenrolado e ao alcance das crianças. Além da alta temperatura, é perigoso pelo seu peso e pela ligação à eletricidade;
  • Não tenha armas em casa. Se tiver, guarde-as longe do alcance das crianças. As munições devem ser arrumadas separadamente;
  • Nunca deixe bebidas alcoólicas ao alcance de crianças;
  • Procure ajuda médica, se o seu filho engolir uma substância não alimentar;
  • Anote os números dos telefones do seu pediatra, do hospital, dos centros de envenenamento e de outros centros de ajuda em local bem visível (por exemplo, ao pé do telefone);     
  • Leia atentamente os rótulos das embalagens antes de usar qualquer produto;
  • Ensine as crianças a não aceitarem bebidas, comida, doces que lhes sejam oferecidos por adultos que não conhecem;
  • Não deixe que crianças com idade inferior a 10 anos andem sozinhas de elevador.


Fonte: PORTAL DA SAÚDE – Prevenir acidentes domésticos em crianças. [11.10.2012]  http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/infancia/AcidentesCriancas.htm

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Prevenção de acidentes



Os acidentes constituem uma importante causa de morte, segundo o Perfil de Segurança Infantil de Portugal (2012) os traumatismos e as lesões são a principal causa de morte de crianças e adolescentes entre os 0 e os 19 anos, sendo responsáveis por 16,62% do total de mortes nessa faixa etária. Contudo, num sentido lato podemos dizer que esta taxa de mortalidade diminuiu desde 1990. 1 e 2
As crianças entre os 6 e os 12 meses de idade são as que tem mais probabilidade de ter acidentes devido à aquisição de novas habilidades locomotoras e manipulativas e à curiosidade insaciável que tem pelo ambiente que as rodeia. A capacidade para avaliar o perigo é uma capacidade que as crianças pequenas ainda não adquiriram. Assim, qualquer objeto que encontrem em casa pode transformar-se num perigoso brinquedo.3e 2
Em idade escolar, as crianças já desenvolveram um controle e coordenação muscular mais refinados e as suas capacidades cognitivas já permitem uma avaliação mais sensata de incidentes, o que diminui a incidência de acidentes nesta faixa etária. Contudo, dado que nestas idades as crianças são fisicamente ativas, são muito suscetíveis a cortes, abrasões, fraturas e entorses. 3
Assim, e tendo em conta que a maioria dos acidentes ocorre no domicílio, na escola ou próximo destes sítios, “o meio mais eficiente de prevenção é a educação da criança e da família em relação aos perigos” (WONG, 1999, p. 411). 3

1. EUROPEAN CHILD SAFETY ALLIANCE - Perfil de Segurança Infantil do Pais . on-line.Birmingham, UK: European Child Safety Alliance, Junho 2012. [11.10.2012]. http://www.childsafetyeurope.org/reportcards/info/portugal-country-profile-pt.pdf
2. PORTAL DA SAÚDE – Prevenir acidentes domésticos em crianças. [11.10.2012] http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/infancia/AcidentesCriancas.htm

3. WONG, Dona L.; WHALEY - Enfermagem Pediátrica. 5ª ed. ed. Brasil: Guanabara Koogan. 1999

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Porque é que é importante saber o número de horas de sono das crianças?

O sono é uma função protetora de todos os organismos, que permite a reparação e a recuperação dos tecidos após a atividade. Assim, se não forem adquiridos adequados hábitos de sono, isto terá repercussões no organismo e no comportamento da criança, e poderá levar a perturbações da vida familiar. 1 e 2
Durante o desenvolvimento da criança, a quantidade e a distribuição do sono ao longo do dia vai-se alterando. Estas diferenças dependem para além da idade, do nível de atividade e do estado de saúde de cada criança. 1
É fundamental que a criança, desde cedo, a capacidade de adormecer sem a presença ou a interferência de um adulto. Durante o sono a criança pode acordar e se não for capaz de voltar a adormecer o fazer sozinha, durante a noite vai sentir necessidade de ter um adulto para readormecer.1 e 2

Durante o período escolar os problemas com o sono são menores que nos primeiros anos de vida, mas acontecem e estão muitas vezes relacionados com o ritual de dormir. Dos 8 aos 11 anos de idade as crianças são resistentes, já que não tem noção de que estão cansadas. Assim, se lhes for permitido deitar-se tarde um dia, apesar de não o sentirem no próprio dia, no dia seguinte estarão fatigadas. 1 e 2
Em conclusão, é importante explicar às crianças de idade escolar a importância que o sono tem para o seu desenvolvimento para que a resistência aos rituais de dormir seja menor.

1. GOUVEIA, Rosa - O Sono da Criança. [on-line]. In: Site da SPND. [s.l.]. [11.10.2012]. http://www.spnd-spp.com/sitegest.asp?t=1&galleryID=24&languageID=1
2. WONG, Dona L.; WHALEY - Enfermagem Pediátrica. 5ª ed. ed. Brasil: Guanabara Koogan. 1999

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A diabetes nas crianças e jovens

Em 2009, segundo o Programa Nacional para a Diabetes, da DGS, foram detetadas 268 crianças, entre os 0 e os 14 anos, com diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo 1, o dobro de em 2000. O que está de acordo com a tendência internacional. 1

A diabetes é uma patologia que, para além de poder ter associada uma componente genética, o seu surgimento está na maioria dos casos associado aos nossos hábitos de vida, em especial ao tipo de alimentação e à atividade física praticada. Nunca é de mais frisar que os hábitos dos adultos têm uma forte relação com os hábitos que começaram por adquirir na sua infância e/ou juventude. Assim, torna-se pertinente que desde cedo sejam ensinados e incutidos aos mais jovens estilos, hábitos e comportamentos saudáveis, tais como:

·        habituar a que os mais novos comam de tudo um pouco, sem que haja excesso ou escassez de qualquer grupo de nutrientes;
·        as refeições devem ser feitas num ambiente calmo, tranquilo e sem pressas;
·        a criança/jovem deve saber que não é correto sair de casa sem tomar o pequeno almoço para que possa ter um bom rendimento físico e intelectual;
·        incentivar as crianças/jovens a realizar/participar em atividades físicas do seu agrado.

Sendo todos estes hábitos incentivados e bem consolidados na infância/juventude, trarão futuramente adultos mais saudáveis!


1. ORIENTAÇÃO DA DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE Nº . Programa Nacional para a Diabetes e Programa Nacional de Saúde Escolar. 003/2012 (18-01-2012) [On-line]. p.1-49. [01-03-2012]. http//www.dgs.pt

quarta-feira, 31 de julho de 2013

O uso de aparelhos electrónicos por crianças e as suas consequências.

        Uma das questões que é feita na Unidade Móvel Juvenil é “Quantas horas por dia passa no computador e/ou televisão e/ou consolas?”. Isto porque, quantas mais horas passadas nestes meios electrónicos maiores são as consequências para as crianças e jovens.
   Existem muitos estudos que demonstram os efeitos nocivo do uso abusivo da TV/computador/Consolas. N. Wong 2 e colaboradores (1992) verificaram que 2 a 4 horas de TV por dia aumenta 2,2 e 4,8, respectivamente, o risco de vir a ter os valores de colesterol elevado. Se este consumo de TV for em particular na infância, menor será a resistência na idade adulta a testes de esforço e aumenta em 17% a probabilidade de começar a fumar aos 26 anos.
      Segundo Setzer1 (2012) de uma forma geral, o uso de aparelhos com ecrã, especialmente TV, foi associado ao aumento da Tensão Arterial independentemente do nível de massa gorda das crianças. Uma das razões para este aumento é a perturbação que a TV causa no número de horas de sono da crianças e no seu desempenho cognitivo verbal, que fica deteriorado.
      Também o relatório da UNICEF sobre os comportamentos de saúde em crianças em idade escolar aborda o uso intensivo de meios electrónicos e refere que este uso está associado a fracas percepções de saúde, maus hábitos de sono e a envolvimento em comportamentos de risco.

       Segundo a Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), em 2010, cerca de 11,8% das crianças despende entre 4 ou mais horas diárias a jogar computador. Este valor revela um aumento significativo relativamente aos dados da mesma fonte referentes ao ano de 2002, no qual se menciona que 8% das crianças despende do seu dia 4 ou mais horas a jogar computador. Em concordância com este aumento, ainda a SPP refere que houve um aumento do número de crianças com excesso de peso, sendo que, para o ano de 2010, 15,2% das crianças se apresenta incluída neste grupo. 

 do livro Fundamentos de Enfermagem Pediatrica
 2 do Depto. de Ciência da Computação, Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Exposição solar durante a infância

Segundo a Dra. Susana Carvalho, interna de pediatria, “o risco de desenvolver cancro de pele está relacionado com a quantidade de radiação ultravioleta (UV) a que um indivíduo está exposto durante a vida, especialmente durante a infância - estima-se que 75% a 80% da exposição solar ocorre até aos 18 anos.”
Já começou a época da praia e é importante lembrar que a pele das crianças não é tão forte como a dos adultos é alias mais fina e sensível. Assim, é importante lembrar que o mesmo período de exposição solar pode ter consequências diferentes num adulto e numa criança. Mesmo um curto período de tempo ao meio-dia pode resultar em queimaduras graves para as crianças.

Nos dias 12, 15 e 16 de julho estivemos a realizar sessões de educação para a saúde com jogos didácticos para as crianças, em que falámos sobre os cuidados a ter com o sol e a sua importância. Esteja atento e aproveite para assistir às próximas sessões que serão anunciadas aqui!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Unidade Móvel Juvenil - Obesidade

Segundo a Comissão Europeia, Portugal é um dos países na Europa com maior número de crianças com excesso de peso. Referem que cerca de 32% das crianças entre os 6 e os 8 anos tem excesso de peso e 14% são obesas. Estes resultados são também apoiados pelos resultados referentes a 2008/2009 do COSI/OMS e da Sociedade portuguesa para o Estudo da Obesidade. Os dados mais recentes de 2009/2010 do Estudo Health behaviour in school-aged children (HBSC) da OMS estão representados no gráfico seguinte.

Percentagem de crianças em Portugal com excesso de peso ou obesidade por idade e sexo


Um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e DGS revelou que cerca de 90% das crianças portuguesas come doces, bebe refrigerantes, pelo menos quatro vezes por semana. Também mencionaram que 60% das crianças vão para a escola de carro e apenas 40% realizam atividade física.
Para tentar combater estas percentagens é necessário sensibilizar as crianças para a problemática da obesidade, salientando a importância de uma alimentação saudável e a prática do exercício físico. A equipa de nutrição da SMP desempenha aqui um papel fundamental.



Bibliografia:
RÊGO, Carla e CARVALHO, Davide – Nota introdutória da tradução do artigo: evaluation of overweight/obese child – Practical tips for the pramary health care provider: recommendations from the childhood obesity task force of the european association for the study os obesity. In: Obesity Facts (traduzida por Nestlé nutrition Institute). Freiburg. nº 3 (2010). P.131-137.
edited by Candace Currie ... [et al.].Social determinants of health and well-being among young people HEAL TH BEHAVIOUR IN SCHOOL-AG ED CHILD REN (HBSC) STUDY : INTERNATIONAL REPORT FROM THE 2009/2010 SURVEY ISBN 978 92 890 1423 6. Consultado dia 17-09-2012
MACHADO, Maria do Ceu; COUCEIRO, Maria Isabel Alves, Maria Luisa - Saúde Infantil e Juvenil em Portugal: indicadores do plano nacional de saúde. [on-line]. In: Acta Pediátrica Portuguesa. Lisboa. Vol. 42, nº 5. (2011). p.195-204. [15-10-2012]. http://www.spp.pt/Userfiles/File/App/Artigos/30/20120206114435_art_original_machadomc_42.pdf

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Unidade Móvel Juvenil - Rastreio Visual

A visão é muito importante para o desenvolvimento físico, comportamental e cognitivo da criança. Desde o nascimento até aos 6 anos de idade dá-se o desenvolvimento visual, que deve ser idealmente, igual nos 2 olhos.
O rastreio visual permite uma detecção precoce de situações de potencial patologia oftalmológica. Este não implica um acréscimo de custo muito significativo, o que o torna exequível nas consultas de vigilância infantil, no nosso caso, no conjunto de rastreios efectuados na Unidade móvel Juvenil.
De forma, a adequar o rastreio a cada idade são usadas três escalas de Snellen distintas: a tradicional com as letras C, D, E, F, L, N, O, O, T e Z; a para pessoas analfabetas em que a letra E é apresentada em várias posições; e a escala com figuras usada maioritariamente em crianças até aos 4/5 anos.



Bibliografia: Sociedade portuguesa de pediatria - Rastreio oftalmológico: protocolos aprovados pela Sociedade Portuguesa de Oftalmologia

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Unidade Móvel Juvenil

Agora a Saúde Mais Próxima tem um novo projeto:

A unidade móvel juvenil
Desde dia 22 de Abril que a Saúde Mais Próxima em parceria com a Pastoral do Ciganos realiza, nas creches e centros de atividades de tempos livres (CATL), rastreios e avaliações:
  • visuais;
  • orais;
  • glicemia (crianças com idade ≥ 4 anos); 
  • colesterolemia (crianças com idade ≥ 4 anos);
  • tensões arteriais,
  • parâmetros antropometricos (peso, estatura e Índice de massa corporal).


Desde o seu lançamento já realizamos rastreios às crianças do CATL Verdine (Bairro Quinta da Fonte Apelação), da creche Panioli (Bairro Alfredo Bensaúde), da creche e do CATL Majari (Bairro Quinta da Torrinha - Ameixoeira), da creche Chaborrilho (Olaias) e do CATL Mestipen (Bairro Portugal Novo).

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